quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Desabafo sobre a surdez que assola a sociedade como um todo. Eu apoio essa causa.

Esse desabafo faço questão de compartilhar, divulgar, replicar, para que providências sejam tomadas urgentemente.
A Mara Cabrilli está "usando" a sua situação, uma deficiência adquirida, para lutar por melhores condições de mobilidade para os portadores de deficiência física e não está sendo respeitada pelas autoridades, nem mesmo como parlamentar.
Façamos eco do seu pleito para que, enfim essa surdez, registrando que em nada tem a ver com a real deficiência física-auditiva, seja rompida.
Peço a todos que compartilham e assumam mais essa causa como se para si fosse.

Compartilhem.

Denunciem. 

Simples assim.

Conheçam 
https://www.facebook.com/maragabrilli
http://www.maragabrilli.com.br/

"Desabafo - Mara Gabrilli

Chega um momento que a acessibilidade passa a ser um item de segurança impreterível. Sempre fui muito tolerante e pedagógica quando percebo a falta de cultura pela diversidade e a ignorância de informação nas soluções de acessibilidade. Porém, venho notando o descaso de querer transformar em algumas situações.
Fui ao Palácio do Planalto, depois de ter feito ofício, conversar com a secretária de comunicação social responsável pelos discursos da Presidente, dizer a ela que no pronunciamento oficial na época das manifestações haviam esquecido de uma parcela considerável da população, as pessoas com deficiência auditiva. Demandei legendas e janelas de LIBRAS. Ouvi que isto jamais aconteceria de novo, que havia sido uma falha de um pronunciamento feito às pressas.
Pasmem, a Presidente fez mais um pronunciamento sem recursos de acessibilidade, pois não contemplou aqueles que só se comunicam pela língua "oficial" brasileira de sinais. Eles são brasileiros e muitos não sabem ler o português pois são fruto de uma educação bilingue não ofertada pelo Estado.

Toda vez q vou ao Palácio do Planalto, aviso a quem me reúno, normalmente ministros, a falta de acessibilidade na calçada para entrar no edifício. Ter acessibilidade para chegar na presidência é mais do q simbólico é uma obrigação e um dever legal. Mas o degrau continua lá.

Hoje, fui a uma reunião na Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência sob a gestão da Ministra Maria do Rosário, que estava lá. Esta secretaria está localizada em um daqueles prédios alugados pelo governo, fora da Esplanada dos Ministérios. É o mesmo edifício onde fica a Anac. Novo, de arquitetura arrojada, bonito. Estava eu fazendo uso da palavra no décimo andar, diante de representantes do segmento da PCD do Brasil todo, quando a energia acabou. Um PL entrou em votação na Câmara e eu estava presa, pois nenhum gerador servia os elevadores. O Secretário Nacional Antonio José, que presidia a reunião, ficou muito constrangido. Não consegui sair da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República a tempo. Não havia disponível uma cadeira de resgate. De quem é a responsabilidade?
De todo o sistema. Do Governo do Distrito Federal que não exige e fiscaliza recursos de segurança. Do prédio que não os disponibiliza. E da SDH que nunca se questionou sobre as ausências."


Postado em sua página do Facebook, hoje, 31/10/2013