sábado, 12 de outubro de 2013

O reencontro com a criança que tudo perdoa

Fazer faxina é sempre bom, é o momento que paramos para escolher o que serve e o que não serve, é o tempo de
 tirar a poeira que o tempo vai acumulando;
 enfeitar e perfumar;
 de customizar sentimentos;
 de respirar profundo saboreando o ar  renovado no ato do novo;
 de arrastar os "móveis" que escolhemos para compor a nossa morada,
 de
 varrer a poeira intrincada;
 umedecer o solo infértil pela secura da alma e mesmo satisfeitos(as) pela "faxina na alma".
 E quando vamos organizar a bagunça gestada no desejo da ordem, nos deparamos com desejos, sonhos, ódios, amores, perdão dado, perdão negado, lá atarracados com medo de serem mexidos.
Abra as janelas, arraste os móveis, lave as cortinas, varra o solo, arranque o que está encrustado e que tem medo de ser renovado, sopre, puxe, rasgue, cutuque, corte, sangre, mas não perca a oportunidade da disposição do renovar que te visita, mesmo que isso provoque
 sobressaltos, sustos, risos, choros e gritos.
 Assuma o novo, receba a cura, fortaleça a paz, reencontre a criança pura que tudo perdoa porque não sabe analisar culpas e nem avaliar faltas, ela só reage a dor, ao amor, ao dar, ao negar, ao frio e ao calor.
 Não importa seja você grande, em crescimento, em enchimento, 
seja você quem for.
Simples assim.