sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Nas asas de um Anjo Azul, o Raphael.

Hoje, o único tempo que nos pertence vivi momentos incríveis referendando a presença de Deus apesar de ter-me entristecido muito ontem.

Sabemos que "Deus nos ama e nos quer felizes", não sabemos? Pois bem e mesmo assim nos desesperamos com dores nossas ou com as dos outros, principalmente, quando esse outro é da carne e do sangue da gente.
Ah como dói, como dói!

É uma luta interior muito grande e fica muito difícil não questionar Deus pelas circunstâncias, mas por sua graça e misericórdia eu consegui evitar e assim como a minha irmã Marlene, embora acometida por uma tristeza muito grande, também consegui  entregar essa dor  a Ele e a depositar as minhas lágrimas em seus "odres".

E Ele em sua mais doce materno-paternidade as acolheu e as transformou em júbilo. Hoje ao acordar e conversar com a minha irmã pude sentir o carinho Dele por nós.
A dor não mais existia, pelo menos a desse tempo chamado ontem, e ela contente, leve, chamou o Raphael, meu Anjo Azul e juntos cantamos bem forte e alto "Se essa rua fosse minha", a canção que eu cantava embalando-o em meus braços balançando na rede da varanda da casa dos meus pais na esperança de que ele adormecesse.

Ah, que saudade daquele garotinho gordinho, moreninho e feliz que me olhava e tentava articular as palavras que o encantavam.
O tempo passou, mas ele não esqueceu essa canção e é dessa forma que me conta que está bem, mesmo após ter sofrido uma crise forte, é como se ele dissesse "calma titia ou mamãe, (a Malene dele) eu estou melhor, ou vou ficar melhor", é assim que meu menino me acalma, e quando falo toda animada "Vivaaaaa" ele logo se lembra do "Parabéns à você" e quando canto "e pro Raphinha nadaaaa..." logo me corrige  cantando "e pro Rapha tudoooooooooo",hahaha, não tem nada que me deixa mais feliz.

O Raphael é o primeiro filho da minha primeira irmã, meu primeiro sobrinho, o primeiro menino da segunda geração da nossa família - logo que o vi no berçário me apaixonei perdidamente. 
Ele era muito pequenininho, franzino, mas em pouco tempo "arribou" e transformou-se num garotão lindo,  feliz e é assim que ele permanece até os dias de hoje.

Lógico que sou a madrinha dele, não poderia ser diferente, e acompanho atenta esse amor sem fim e para toda a vida. Me lembro ainda emocionada da primeira vez que ele cantou "felicicicidade", uma palavra inteira cuja pronúncia só vem melhorando dia a dia - Ah Ele sempre tem uma novidade para me contar.
É  embalada pelo som daquela voz linda que durmo em paz essa noite orando para que ele consiga repousar e permita que a mãe e o irmão-parceiro e companheiro lindo (o Inato) dele também descansem.
Te amo meu doce Anjo Azul, meu Menino Jesus, alegria da minha vida, sol dos meus dias, carne da minha carne, realização da minha alma, não tenho dúvida de que ninguém me ama com tal sentimento tão puro e fiel.

Com você nasceu uma tia especial e excepcional que descobriu que não existe amor mais puro e ingênuo e que você em sua fragilidade é a pessoa mais forte que já conheci neste mundo.

Te amo e daria a minha vida por ti.

Simples assim.