quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sublime confraternização convidam para a próxima dança.

Como é gostoso participar de  uma reunião de amigos e mais ainda quando esses amigos já trabalharam juntos por muitos e muitos anos e há muitos e muitos anos não se encontram.
Estávamos em 11 numa mesa sendo que dois dos participantes são considerados os "papas" da empresa que hoje não existe mais (um capítulo à parte, que devo contar numa outra vez).

Um deles (um dos papas mencionados acima) pediu-me que organizasse esse encontro o que fiz com muito carinho e prazer pois a ideia foi sugerida durante uma conversa  entre os dois ocorrida há um tempo. Bem, dei início às "notificações" e percebia encantada a alegria pela lembrança e mais ainda pela oportunidade do reencontro. Todos ainda respeitam e reverenciam os dois como nos áureos tempos, é emocionante. 
De tantos convidados, 10 compareceram, mas a unanimidade entre eles foi a satisfação de poderem relembrar os infinitos eventos que eles participaram durante o longo tempo que trabalharam juntos, principalmente numa época de advento feito esta que já estamos vivendo.

Esse tipo de amizade 'não tem preço', é atemporal  e sem distinção de cor, raça e sexo, é apenas uma forma de se construir os 'patchworks' que contam a história da nossa trajetória nesta vida.
Gosto dessa analogia com o 'patchwork' porque é exatamente a desigualdade dos retalhos que produz a beleza do conjunto e em cada detalhe existe um carinho embutido, uma história contada e definitivamente emendada pelo alinhavar que a sustenta.
Foi exatamente o que presenciei hoje, várias histórias, várias épocas, começos e recomeços, quando eles caminharam juntos ou separados, não importa, sempre há um elo que se entrelaça e se torna comum a todos. É um quadro encantador e um profundo desejo de que esse tipo de relacionamento nos perpetue uns nas histórias dos outros deixando marcados os nossos 'fazeres e afazeres', que foram feitos de uma maneira que ninguém sabe, soube ou saberá fazer. Não há necessidade de expressar tal desejo, a eternidade se faz presente na memória de cada um que passa ou passou por nossas vidas.
Só podemos desejar que o progresso dos tempos atuais, as pressas, as urgências deem espaço a esse tipo de relacionamento edificante, construtivo que extrapola esse mundo corporativo cada vez mais fechado e corrompido por uma falsa modalidade de sucesso.

Precisamos antes de tudo angariarmos amigos exercitando a fraternidade sem departamentalizá-la, sem, principalmente capitalizar,  sem monetizar, mas tão somente viver momentos que, com toda certeza solidificará o futuro que será enriquecido com as lembranças compartilhadas num baile onde  estas bailam felizes de braços em braços, de rodopios em rodopios contagiando e convidando a todos para a próxima dança.

Simples assim.