sábado, 8 de fevereiro de 2014

O amor gerou a espera.

A casa limpa, arrumada e cheirosa espera....esperançosa ela espera....alguém partiu, alguém silenciosamente se retirou mas esqueceu de dizer adeus...então ela espera, limpa, cheirosa e arrumada espera.

Arruma o vestido, penteia os cabelos, lustra os sapatos, perfuma o corpo que arde de saudade e da ânsia da espera...e ela espera...ofegante espera, sedenta de amor, espera. E no absurdo do silêncio, sorri e grita - volta, por favor, volta-
 é o máximo que se permite dizer. A esperança se traduz no cheiro, na arrumação, na limpeza que reflete a alma bagunçada pela espera.

Mas o alento que anula o desalento se justifica..."Se há espera é porque houve o motivo, a ação, a empolgação, o desarrumar, a expectativa a função de amar...e assim segue o tempo, o tempo de esperar."

Simples assim.