domingo, 2 de março de 2014

Infinita capacidade de amar.

Existe um mostro que adora nos assustar sempre. Ele nos assedia, nos assola e revela todo o nosso ego. Geralmente se associa a rompantes desesperados que nos enchem de coragem para depois minar nossa auto estima.  Daí para se cometer atos insanos.....insanos? Como classificamos esse tipo de atitute? Se, afinal, atitude é atitude e sempre nos leva a investir num desejo, numa sensação,  a acreditar que um sentimento forte que produz tanto calor e nos deixa tão corajosos pode, sem dúvida nenhuma legitimar tais insanidades?

É bem possível que o amor assuma toda a responsabilidade e justifique movimentos gestados na saudade dos momentos inesquecíveis.  Isso, é exatamente isso, já se viveu bastante para temer a vergonha e permitir que esta imobilize um coração ardente que não foi devidamente compreendido. O fato de se ter vivido e contemplado tantas primaveras se tornando verões que queimam as folhas suficientemente para que o outono as derrube ao mesmo tempo que nos presenteia com tardes lindissimas nos preparando para a rudeza do inverno consolida em nossas vidas a dignidade de se ter vivido muito e tanto que perder tempo lutando e se debatendo com o monstro que abala o ego ceifa todas as outras possibilidades.

A longevidade e a experiência nos habilita sim a nos orgulhar (mais uma vez um ego manfestando-se)  da impetuosidade que rejuvenesce e concretiza uma capacidade infinita de amar.

Simples assim.