quinta-feira, 26 de junho de 2014

Visitando o amor.

Na minha suprema arrogância fui para Analândia me achando, afinal lá encontraria uma casa bastante abalada por um incêndio, "ora pois pois". Achei que levaria o que trouxe de muito e de arrebatador. O que eu pensei levar lá tinha em abundância, tanto, tanto que coube à mim uma parte. O cenário físico é assustador mas mesmo nas paredes enegrecidas pela fumaça tem arte, estas na época adesivadas fixaram a obra nas sombras delineadas propiciando uma obra tétrica, porém bela..enfim essa é a parte que menos importa.
Aprendi que na adversidade o amor cresce e floresce, a parceria se enobrece e ao outro enaltece, lá vivi horas e horas de lição da mais profunda compaixão que um ser humano pode dedicar ao outro, a mais pura compaixão fundamentada no amor materno do para sempre amarei e servirei o meu filho, hoje, um homem feito, apenas com todas as funções de um menino. Obrigada irmã por valorizar a minha vida, me amando com esse coração misericordioso semelhante ao de Deus.
Agradeço a paciência e a acolhida e os ensinamentos de que viver é preciso, lamentar é perda de tempo e que sorrir e cantar é fundamental, mesmo entre os escombros naturais e pessoais. Voltei, não sei se menos chata, acho impossível, mas bem melhorada e se prepare, logo estarei de volta a esse lar edificado na graça, na bondade, no amor, na compassividade e na beleza de um amor sublime. 


Simples assim.