domingo, 18 de janeiro de 2015

A caridade o teria salvo?

Não sou a favor da pena de morte, muito embora devo confessar que às vezes chego a desejá-la ao me deparar com crimes hediondos. 
Temos consciência de que o Senhor nos legou o livre arbítrio tornando-nos assim responsáveis por todos os nossos  atos, portanto, sujeitos a todas as consequências geradas por estes.
Na minha modesta opinião,  quando um ser humano toma uma decisão não muito favorável à condição humana ele assume os efeitos dessa causa, de uma maneira ou de outra. Pior ainda se for um ato que ameaça a vida do seu próximo. 
Fico analisando o caso desse rapaz e não consigo deixar de pensar que ele arriscou tudo, inclusive a possibilidade de perder a sua vida, pois com toda certeza era conhecedor das leis do país para onde foi designado com essa missão mortal. Se ele, que ontem foi executado, vitimado por uma decisão consciente não tivesse sido aprisionado pelo governo da Indonésia quantas pessoas e famílias não teriam se destruido por conta dos 13 kilos de droga que ele trazia consigo para ser distribuído naquele País?
 Difícil de responder, não? 
Que o Senhor tenha misericórdia dele e perdoe os seus pecados e de todos nós que não estamos isentos de cometer um ato desses ou muito pior, levados por problemas pessoais que transformamos em justificativa plausível para sobrepujar a parte em detrimento do todo.
Ao mesmo tempo me questiono se todas essas vozes que se levantaram na defesa da vida dele o teriam  ajudado, na época,  a sanar a situação que o levou, segundo o mesmo, a cometer o crime de tráfico?
A caridade o teria salvo?
Simples assim.