sábado, 7 de janeiro de 2017

60 anos, eternamente grata!


Ah estou bem exibida estes dias, tenho certeza de que tem muita gente pensando e falando isso. kkkkkkkkkkkkkkkk, é não é que eles(elas) têm razão.
Só posso lamentar esse tempo desperdiçado por eles que poderiam estar celebrando comigo esse tempo maravilhoso que se apresenta, afinal, levei 60 anos para comemorar 60 anos.
É muito tempo!
É tempo demais!
Cheguei num futuro que em "algum lugar do passado" parecia uma eternidade de distância e agora, como num repente acordei "sessentando".
Ah, como estou feliz e te louvo Senhor por essa graça, por essa bênção e por essa vitória. Confesso que o cansaço já me visita, afinal, fica impossível não aludir ao velho ditado tantas vezes dito pela minha mãe "por fora bela viola, por dentro pão bolorento", kkkkkkkkkkkkkk. 
Mãe, sabe de um tudo.
Brincadeiras à parte, não tenho do que me queixar, já fui um embrião, um bebê, uma menininha, uma adolescente, muito chata, por sinal, uma jovem perdidinha na vida na busca de rumos, uma mulher e agora uma senhora.
Gente! É muito louco!
Já estou na terceira idade!
Vivo e vivi de acordo com um dia atrás do outro e assim cheguei até aqui cheia de planos e, mais do que nunca, ciente de que "o tempo urge na Sapucaí". Chegou o tempo de viver intensamente cada instante, cada decisão, cada escolha. 
Escolha, lembra colheita, colheita, lembra semeadura e nos leva a pensar no que foi semeado e em que celeiro foi guardado, e nas mãos de quem foi depositado e se lá continuarão fidelizado.
A maturidade nos traz serenidade, pelo menos dizem que é assim, só sei que ando  peneirando problemas e selecionando quem sim, quem não e quem nunca. Isto com certeza faz parte do pacote "agora eu posso escolher" e dizer: 
- respeitem meus cabelos brancos independente da cor que eles abrigam. 
- respeitem o amor que eu dedico, nada de abusos;
- não esperem que eu entenda tudo;
- não é porque cheguei até aqui do jeito que sou, ou que acham que eu sou, que eu não possa mudar;
- em tese, tenho menos tempo a perder;
Creio que a escolha de um diamante como símbolo dos 60 anos é muito apropriada. Esta pedra quanto mais multifacetada mais brilha, mas reflete a beleza e mais indica a vitória sobre as dores da lapidação.
Por tudo isto, posso suportar e relevar tudo, a única coisa de que não abro mão é de ser feliz.
Simples assim!